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ESPECIAL 8° TOP OF MIND

A Amem é homenageada com o Hall da Fama

Depois de oito anos de muito trabalho, a Amem, Associação de Amigos do Menor pelo Esporte Maior, alcança a plenitude ganhando a homenagem do Hall da Fama, uma menção especial do prêmio 8ºTop of Mind - Fornecedores de RH. Criada em 1998 pelo então Secretário de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo, Marcos Arbaitman, com apoio de diversas autoridades governamentais e empresários, a entidade tem a missão de garantir, de forma definitiva, o cumprimento dos direitos da criança, bem como atender as necessidades gerais dos menores de rua.

Embora o projeto tenha começado incentivando as crianças à prática do esporte como instrumento de sociabilidade, atualmente diversas atividades são oferecidas pela Amem, a fim de não apenas tirar os jovens das ruas, mas também de dar-lhes caminhos e opções a serem trilhados no futuro. Excursões a espaços culturais, comemorações com exercícios teatrais, biblioteca, brinquedoteca, oficinas recreativas, aulas de informática e até cursos profissionalizantes são oferecidos aos jovens, com o intuito de reintegrá-los à sociedade. Essa capacitação profissional é oferecida através de cursos de informática, de uma oficina de costura e uma outra de artesanato, de uma padaria interna e de aulas de teatro e street-dance.

Contando com a colaboração das mais de cem empresas parceiras, recentemente a Amem conseguiu mais uma importante conquista. Com a inauguração da Vila Olímpica Mário Covas, cerca de 3000 crianças podem ser abrigadas na prática de modalidades esportivas variadas. Saiba mais sobre a entidade nesta entrevista com o presidente da Amem, Marcos Arbaitman.

p&n - Para a Amem, qual a importância de ganhar um prêmio como o Hall da Fama?

Arbaitman - É fantástico. No ano passado, eu estive na entrega do prêmio para o Instituto Ayrton Senna e percebi a dimensão do prêmio. São pelo menos 1500 pessoas lá, tendo contato com a sua entidade. É um grande incentivo para a continuidade do trabalho de entidades voluntárias.

p&n - Atualmente, qual é o tamanho real da Amem?

Arbaitman - Nestes oito anos de Associação, 428 jovens foram ajudados. Sendo retirados das ruas, com a autorização de um dos doze juízes da vara da infância e da adolescência, que nos dá a guarda da criança, e eles são levados para a Amem. Lá a gente oferece um lar, educação, instrução para a higiene, escola, esporte, dando a oportunidade para o jovem de se tornar um cidadão. Depois de completar cerca de 17 anos, ele é recolocado na sociedade e a gente acompanha seus passos, o seu emprego. Atualmente, moram na Vila Olímpica Mário Covas 104 crianças, três em cada apartamento, de acordo com as faixas etárias, sexo e idade.

p&n - Na sua opinião, qual foi o diferencial que fez com que o Amem fosse reconhecido e ganhasse esse prêmio?

Arbaitman - Bom, quero deixar claro que muitas outras entidades merecem esse reconhecimento também. O fato da Amem estar a oito anos tirando crianças das ruas, recuperando-as e devolvendo-as como cidadãos, acaba sendo preponderante. Esses jovens poderiam ser marginais, praticando tudo o que há de reprovável perante a sociedade, no entanto, com esse trabalho, este mesmo jovem se transforma em alguém de bem, útil para a sociedade e para ele mesmo. É um trabalho muito importante. Não somos os únicos a desenvolver este tipo de ação, graças a Deus, mas cada entidade, no seu devido tempo, será reconhecida como nós fomos recebendo o Hall da Fama neste ano.

p&n - Como você avalia o terceiro setor no Brasil atualmente?

Arbaitman - É de muita qualidade. E tem crescido muito ultimamente por termos sofrido, por muitos anos, uma grande corrupção por parte do governo. Como houve essa corrupção, não construíram creches, escolas, hospitais. Não deram a estrutura necessária, então surgiram muitas entidades como a Amem para suprir essa falta do governo. Esse é um dos motivos do crescimento do terceiro setor, mas hoje a Responsabilidade Social está totalmente no consciente das empresas. Quase não há empresas que não saibam da sua responsabilidade no campo social.

p&n - E como o senhor interpreta a atuação do empresariado no setor social?

Arbaitman - Muitas empresas criaram seu próprio programa de Responsabilidade Social. Claro que, isso é também válido, não há discussão. Porém, as entidades exclusivamente voltadas para o social carecem muitas vezes de ajuda. E esse apoio deve acontecer naturalmente às associações mais sérias e corretas, já que, lamentavelmente, apareceram muitas pessoas aproveitadoras de situação. Só é necessário distinguir direito, qual entidade é séria, para que a empresa possa beneficiar. Se cada empresa criar o seu próprio programa social, não ajudando mais nenhuma entidade beneficente, a dificuldade do terceiro setor fica enorme. O problema é que aqui no Brasil é muito difícil que as empresas deduzam de seus impostos suas participações sociais. Nos Estados Unidos, tudo o que você colabora é deduzido do IR. Aqui, há muitas limitações e burocracia.

p&n - Quais são as perspectivas da Amem para o ano que vêm?

Arbaitman - Nós acabamos de inaugurar e entregar as instalações da Vila Olímpica Mário Covas. Este local já pode receber cerca de três mil crianças, que irão praticar esportes diversos lá, desde que ela comprove que no outro período, freqüenta a escola. Já existe tratamento médico, dentário e um lanche suplementar que é fornecido. As crianças que se destacarem nas diversas modalidades esportivas, judô, tênis de mesa, atletismo, basquete, entre outras, serão levadas para a especialização. As demais, assim esperamos, farão uso do esporte para gastar muita energia, para que não haja tempo para outras coisas, se afastando totalmente de qualquer tipo de drogas e crime. O nosso objetivo é criar uma juventude como o Brasil merece.

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