A pequena sereia, Chapeuzinho Vermelho, Aladdim, Alice no país das maravilhas, Cinderela...estas e tantas histórias clássicas do repertório infanto-juvenil e algumas outras inventadas na hora são parte das ferramentas de trabalho de um grupo de voluntários que dedicam tempo para levantar o ânimo, o astral e provocar a alegria nas crianças nos hospitais. São os voluntários da Associação Viva e Deixe Viver.
A Associação, fundada no dia 17 de agosto de 1997, é uma sociedade civil sem fins lucrativos que conta com o apoio de voluntários para realizar sua missão: promover entretenimento, cultura e informação educacional por meio do estímulo à leitura e do brincar, visando transformar a internação hospitalar de crianças e adolescentes em um momento mais alegre e agradável, contribuindo positivamente para o bem-estar de seus familiares.
Só por este trabalho, o prêmio Hall da Fama do 7º Top of Mind já seria merecido. Se nós adicionarmos ainda o trabalho de estímulo ao voluntariado entre os colaboradores das empresas e da responsabilidade social corporativa, o prêmio é mais do que justo. Por isso, ao lado do Instituto Ayrton Senna, a Fênix Editora resolveu reconhecer o trabalho da Associação Viva e Deixe Viver e de uma parceira, a empresa Mahle Metal Leve. Além disso, este reconhecimento tem como objetivo estimular outras empresas a participarem e incentivarem a solidariedade.
A empresa contadora de histórias
Um bom exemplo de como a empresa pode colaborar para o desenvolvimento destas ações sociais é a Mahle Metal Leve, que também foi homenageada com o troféu no Top of Mind. Além de patrocinar a Associação Viva e Deixe Viver, a empresa ainda incentiva os empregados a atuarem como voluntários. Neste ano, 40 colaboradores das fábricas de São Bernardo, São Paulo e Indaiatuba receberam o avental, símbolo que marca a formatura.
Adriano Bispo, gerente de Recursos Humanos Corporativo, conta que "na busca de parceiros para o Programa de Responsabilidade Social, tivemos a grata surpresa de conhecer o Viva e Deixe Viver. Desde o início, nos encantamos com a proposta do trabalho, a seriedade e a responsabilidade de levar às crianças entretenimento, alegria e principalmente sonhos. O trabalho voluntário nos emocionou e vem ao encontro com nosso projeto de difundí-lo para todos os nossos colaboradores. O Grupo Mahle leva extremamente a sério seu programa de responsabilidade social e os resultados já apresentados nos deixam felizes e certos de estarmos no caminho certo. A parceria iniciou em dezembro de 2002 e acreditamos que essa relação será duradoura".
A atuação junto ao Viva, como patrocinador, tem o respaldo da Lei de Incentivo a Cultura (Lei 9874-99, Lei Rouanet) na qual o valor das cotas de patrocine podem ser deduzidos do Imposto de Renda da Empresa. "Independente da política da empresa, a lei é uma ferramenta muito útil e importante para que a gente possa contribuir para um trabalho voltado a responsabilidade social", acredita Bispo. "Entretanto, a lei ainda é muito voltada à educação e à cultura, não está associada efetivamente a responsabilidade social como um todo, talvez o ideal é que tivesse uma lei Rouanet social, que pudesse dar uma abertura maior para que as empresas pudessem investir mais no social".
Quem se interessou por este trabalho e quer mobilizar seu público interno para o voluntariado aqui vai uma dica do Valdir Cimino, fundador da Associação Viva e Deixe Viver: "o primeiro passo é fazer uma pesquisa interna de mobilização para entender o que já existe na empresa e as possibilidades de desenvolvimento. Este trabalho será um sinalizador para as novas oportunidades". Segundo ele, esta ação é altamente recompensadora. "Temos exemplo de empresas que estimulam o voluntariado e descobrem que estas pessoas são as que mais vestem a camisa, porque se sentem felizes com o que fazem".
Mais informações: www.vivaedeixeviver.org.br