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Internet vira vitrine para profissionais
Um vídeo com mais de 100 mil acessos no YouTube chamou a atenção de um dos diretores da produtora Maria Bonita Filmes, Dudu Venturi. "O vídeo estava em destaque em um portal, por ter muitos acessos e ter sido feito por brasileiros. Era uma refilmagem de uma cena de tiroteio do filme Matrix, muito bem feita", conta.
Venturi foi atrás dos responsáveis e descobriu que eram estudantes da USP, e que o vídeo fora produzido com um orçamento de R$ 200. "Fiquei impressionado quando vi o making of do projeto, e chamei os garotos para conversar."
Foi assim que surgiu o grupo Cromossomos, formado por sete jovens que hoje trabalham na criação de novos projetos e produtos dentro da Maria Bonita. "Sabíamos que era um bom material, mas não imaginamos que teria tanto alcance", diz João Henrique Crema, um dos criadores. "A internet permitiu a divulgação rápida do nosso trabalho, e isso deve se tornar cada vez mais comum no futuro. Na área de audiovisual, já é realidade", diz Max Röhrig, outro dos criadores. Também estão no grupo Bruno Raphael, Eric Honda, Pedro Aguilera, Daniela Libardi e Pedro Carvalho.
Empresas de comunicação, marketing e tecnologia têm usado recursos de internet para conhecer melhor o trabalho de possíveis profissionais. O YouTube, o DeviantArt, de artes gráficas, e dezenas de sites para músicas tornaram-se vitrines para empresas locais e multinacionais. A gravadora brasileira Trama também trabalha com artistas que têm músicas na internet.
"Isso é mais comum para cargos operacionais e gerências, mas aos poucos deve alcançar níveis hierárquicos mais altos", diz a consultora Mara Turolla, responsável pelos programas de Desenvolvimento Executivo da consultoria Carreer Center. "Além disso, ramos mais tradicionais, como a indústria e o varejo, ainda não estão acostumados com essas ferramentas."
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