Buscar
IBC Coaching

Professor Gretz
Bassos & Associados
Norber
Apdata
T&D - IBC Coaching


How-to/Treinamento & Desenvolvimento

Como gerenciar as atividades de um serviço terceirizado

10/2/2011

O sucesso da implantação de operações terceirizadas depende principalmente da visão que o contratante e o contratado têm da relação a ser estabelecida. Parcerias estratégicas, em que o fornecedor tem sua contribuição reconhecida como elo fundamental da cadeia de valor, levam à maximização dos resultados. Confira alguns cuidados que você, profissional de RH, deve ter na relação com a empresa terceirizada.

 

1. Processo de comunicação/participação é fundamental

 

A decisão de terceirizar é tomada pelo alto escalão da empresa após a análise de uma série de estudos que normalmente são feitos nessas ocasiões. Seria ideal que as pessoas integrantes da área que está sendo objeto do estudo de terceirização fossem envolvidas no processo o quanto antes, participando desses estudos e, principalmente, entendendo os motivos de uma possível terceirização.

 

2. O terceiro também é gente

 

A principal queixa dos colaboradores que passam por esses processos diz respeito ao sentimento de perda de status, reforçado pela mudança de comportamento dos antigos colegas de trabalho, que passam a tratá-los como “terceiros”, isso é, pessoas que pertencem a uma categoria supostamente menos valorizada, que perdeu privilégios e direitos. Evite isso, deixando claro que, apesar de fazerem parte de um modelo de trabalho diferente, os profissionais terceirizados fazem parte da companhia tanto quanto qualquer outro.

 

3. Excesso de controle é sintoma de insegurança

 

É natural que a empresa contratante se sinta insegura quanto ao novo processo de trabalho até que os primeiros resultados comecem a surgir. Essas inseguranças, normalmente, se traduzem no excesso de controle sobre o fornecedor, o que acaba por reduzir sua produtividade e limitar a implantação de melhorias. Dê espaço para o terceirizado.

 

4. O difícil papel das interfaces

 

Para controlar as operações é fundamental que o contratante, através de seu RH, nomeie uma pessoa para ser a interface. Seu papel principal é basicamente o de facilitador, fornecendo informações, analisando alternativas em parceria com o fornecedor, zelando pelo cumprimento do contrato, avaliando todo processo. O que acaba acontecendo na prática é que muita vezes a interface, ameaçada pelo processo de transformação, mantém "resistência passiva", agindo como "dificultador".

 

5. Movimentação do pessoal como facilitador da mudança

 

Para efetuar mudanças rapidamente, recomenda-se que o prestador de serviços procure movimentar as pessoas originárias da equipe do cliente, destinando-as a outras operações e substituindo-as por aquelas já familiarizadas com sua metodologia de atuação e com os valores e a cultura de sua empresa devidamente introjetados. A principal contribuição desses colaboradores será a possibilidade de lançar um  “novo olhar” sobre antigas práticas, percebendo com maior facilidade as oportunidades de melhoria.

 

6. O imediatismo do contratante como fonte de pressão sobre o fornecedor

 

A partir do momento em que uma atividade é terceirizada, o contratante parece esperar que os problemas existentes há anos sejam resolvidos de imediato. Na maior parte dos casos, isso não é possível. Decepciona-se o contratante e desespera-se o fornecedor. Para calibrar as expectativas, nada como um bom contrato inicial, um plano de metas e um processo de avaliação consistente.

 

Fonte: “Manual de gestão de pessoal e equipes – Volume 2”, coordenado por Gustavo Boog e Magdalena Boog.


Áreas de Conteúdo

Top of Mind de RH

Top of Mind de RH

Redes Sociais

Facebook Flickr Orkut

Fan Pages