Uma “risadinha” move 28 músculos da face. O zigomático eleva os cantos da boca. Já o orbicular faz os olhos se contraírem, formando o famoso pé-de-galinha, e ele é o responsável pelo verdadeiro sorriso, aquele que demonstra a emoção pura. Isso porque ele se contrai e distende involuntariamente. O sorriso sincero cria empatia.
Quem trabalha em uma empresa mais séria, mas já teve a oportunidade de conhecer um ambiente de trabalho mais descontraído, onde há o bom humor (e risadas são permitidas), nota logo a diferença. Alguns estudos comprovam que sorrir ajuda a fazer conexões, dá dinheiro e faz bem à saúde. Veja:
1. As mais sérias: 84% dos homens afirmam rir muito. Já entre as mulheres, apenas 68% dizem o mesmo. Elas acreditam que é arriscado demonstrar muita alegria no trabalho, além de pegar mal. Mas elas se enganam, os homens entrevistados afirmam que não as considerariam menos sérias ou menos competentes se elas rissem mais.
2. Quando ele ri, todos riem: O escritor americano Robert R. Provine, autor do livro Laughter: A Scientific Investigation (“Risada: uma investigação científica” na tradução literal para o português), descobriu o que todo funcionário já sabe: quando o líder conta uma piada, seus funcionários riem muito mais do que se um colega tivesse contado a mesma piada.
3. Sorrir faz bem ao coração: Ao comparar as atitudes de 150 pessoas que sofrem infarto e 150 sadias, o cardiologista da Universidade de Maryland (EUA), Michael Miller, chegou à conclusão de que quem dá mais gargalhada evita problemas cardíacos.
4. Quem ri por último ganha mais: O pesquisador da Universidade de Boston (EUA), Fábio Sala, conduziu um estudo com executivos avaliados como excelentes e medianos. Os profissionais avaliados como excelentes foram, durante a entrevista, duas vezes mais bem-humorados do que os executivos com desempenho mediano. Ao analisar o salário dos entrevistados, Fábio percebeu que os que riram mais ganham mais.
