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Como ajudar o consultor a ser competente em seu trabalho


10/5/2010

Os passos para contratar com segurança um consultor que seja realmente útil e atenda as necessidades das empresas, diante da grande oferta do mercado é o tema investigado pelo empresário Luiz Augusto Costacurta, que entrevistou 10 profissionais, para chegar  a uma lista de soluções que podem facilitar a relação entre a empresa e o consultor escolhido. Veja a lista:

 

1. Nos contatos para elaboração da proposta deveriam estar sempre presentes, no mesmo contato, quem procura o consultor (normalmente RH ou T&D) executivos da área-cliente (para quem vai ser feito o trabalho).

 

2. As pessoas que contatam o consultor devem ser, de preferência, aquelas que têm competência (pelo menos técnica) para aprovar o trabalho.

 

3. Se a proposta deve necessariamente incluir nomes de consultores específicos, deixar isso claro no primeiro contato; isso vale para qualquer outra pré-condição, pois "as regras do jogo" devem ser definidas antes de seu início.

 

4. Liberar o consultor para contatos posteriores (na preparação da proposta) com a área cliente.

 

5. Procurar definir efetivamente o que deve conter a proposta, quais as expectativas condensadas, evitando colocar o preço como valor maior (como se fosse possível definir o preço antes de se definir o trabalho).

 

6. Sempre dar feedback ao consultor sobre a proposta enviada, seja ela vencedora ou não.

 

7. Se datas foram reservadas e a consultoria não foi a vencedora, ou se, por qualquer razão, houve mudança nos planos, liberá-las, de imediato, para o consultor.

 

8. Quase todos os trabalhos possuem três etapas: planejamento, execução, avaliação. Especialmente quando se trata de treinamento, alguns clientes solicitam propostas apenas para a execução (o seminário, a palestra etc). A ideia é que haja disposição de se reservar uma pequena verba para o planejamento (customização, metas, indicadores etc) e para a avaliação (revisão de metas).

 

9. Respeitar o tempo do consultor e cobrar a reciprocidade; nenhum lado é mais importante do que o outro.

 

10. No convívio, durante o trabalho, adotar uma postura de controle de resultados; controles processuais tais como tempo, presença etc, não costumam ser benéficos para as relações.

 

11. Toda e qualquer avaliação do trabalho do consultor deveria ser global, isto é, ouvidos todos os interessados no resultado: RH, clientes, executivos envolvidos etc. Se houver discrepância, que se promova o consenso. É complicado dar um feedback negativo ao consultor quando esse retorno não representa o ponto de vista do grupo envolvido.

 

12. Consultores gostam de feedback, especialmente quando estes os ajudam a serem proativos. Ë bom lembrar alguns facilitadores da aceitação do feedback: quantificação, exemplificação do problema, privacidade, desejo sincero de colaboração etc.

 

13. Reservar tempo para o consultor, ele só poderá fazer um bom trabalho se conhecer bem sua empresa e o problema/situação que motivou sua contratação.

 

Fonte: Artigo de Luiz Augusto Costacurta Junqueira, “Ajudando o consultor a ser competente”



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