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Principais implicações na hora da sucessão

11/11/2009


Atualmente, um dos grandes problemas de diversas empresas brasileiras é conseguir formar sucessores. De acordo com o artigo “Líderes: formem seus sucessores”, de Dill Casella, especialista em análise do ambiente corporativo, a pesquisa da Consultoria Proudfoot mostrou que os gestores gastam apenas 1% do tempo de trabalho com treinamento e orientação de seus subordinados, ou seja, “eles não estão formando seus sucessores”.

 

Segundo o sócio da GDT - Gestão de Talentos, Edson Carli, existem diversos problemas na hora da sucessão e um deles é quanto a cultura da empresa. Um bom exemplo são os casos em que a relação familiar não define uma sucessão, pois nesse sentido a situação fica ainda mais complicada. “As avaliações possuem grandes doses de subjetividade, o que dificulta o consenso sobre os prováveis candidatos à sucessão”, diz o executivo ao explicar que vários fatores impactam neste conjunto de avaliações, entre eles o marketing do sucessor, já que existem ótimos profissionais que não são bons divulgadores de suas ações e resultados, o que diminui a percepção de valor dos outros sobre estes.

 

Por outro lado, as empresas que têm como cultura o resultado à curto prazo a situação também se complica. Como explica Carli: “Em muitas empresas, os profissionais são somente cumpridores de metas numéricas de resultado. Os números os colocavam como profissionais de destaque, mas totalmente incompetentes para desenvolver pessoas ou criar relações sustentáveis com clientes e fornecedores”.

 

Quanto às empresas familiares, o executivo afirma que existe um forte trabalho de preparação dos herdeiros para desenvolver as competências necessárias para dar continuidade ao negócio. No entanto, o que Edson Carli frisa é que as empresas precisam melhorar o chamado “criados-criaduta”, o que segundo ele são àqueles executivos que estão saindo da posição, mas que valorizam apenas pessoas que sejam sua imagem e semelhança “o que, de maneira geral, perpetua uma série de vícios de comando”, finaliza.



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