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Procura por franquias cresce com a crise

4/5/2009


Apesar do momento cauteloso que o país está passando por causa da crise econômica, e ainda com os economistas ao redor do mundo sugerindo o freio em investimentos e consumo em geral, tais cenários não têm se concretizado no setor de franquias no Brasil. Para se ter ideia, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor já comemora o crescimento de 25% nos negócios desde dezembro de 2008. E para 2009, a estimativa é que tal desenvolvimento cresça ainda mais.

 

Atualmente, cerca de 1.350 redes de franquia operam no país, responsáveis por aproximadamente 650 mil postos de trabalho diretos e 2 milhões indiretos. Para o estudo de desempenho do setor, a ABF reúne os franqueadores em 12 segmentos, dados levantados e fornecidos pelas redes associadas.

 

Segundo Melitha Novoa Prado, advogada especialista em relacionamento de redes varejistas e franqueadoras, isso realmente vem acontecendo. “O número de demissões aumentou e ainda há um clima de insegurança. Mas a franquia acaba sendo uma ótima opção para o início de um negócio próprio”.

 

Nessa esteira, o modelo de franquia traz muitas vantagens. Segundo Prado, a preexistência de uma marca notória com visibilidade para o mercado, aliada a uma experiência testada e aprovada pelo público, são fatores que fazem toda a diferença para quem quer investir e decidir-se por uma franquia.

 

De acordo com a ABF, outro fator favorável para a expansão das redes é que os pontos comerciais tiveram queda de preço. Isto é, para quem deseja iniciar no mercado de franquias, o ponto comercial é o investimento mais significativo. No cenário internacional, o câmbio está favorável aos produtos brasileiros, o que gera positividade e maturidade para o setor.

 

No sentido inverso, a vinda de redes de franquia para o Brasil, também deve se acentuar daqui para frente, já que o país se tornou mais seguro para novos investimentos.

 

No ano passado apenas um segmento apresentou queda, o de limpeza e conservação (-1,4%). Já as que mais cresceram no ano passado foram:

 

Acessórios Pessoais e Calçados (44,8%);

 

Serviços relacionados a Veículos (31,7%);

 

Vestuário (27,2%);

 

Esporte, Saúde, Beleza e Lazer (25,8%).



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