Mesmo sendo microempresário, já é possível ingressar na onda ecológica. Existem inúmeras maneiras para participar deste projeto. Com o mundo cada vez mais atento à sustentabilidade dos meios de produção, toda grande empresa que se preze já tem uma lista enorme de afazeres em relação à preocupação com a ecologia. Já as pequenas e médias não devem ficar para trás e, se por acaso não adotaram nenhuma estratégia, já tentam saber como contribuir mais com o planeta. Sustentabilidade é responsabilidade de todos!
O proprietário Samuel Lopes de Oliveira da gráfica The Plêiades, por exemplo, localizada em Santo André, grande ABC, tenta fazer sua parte quando o assunto é sustentabilidade.
Recentemente, Samuel financiou o plantio de cinco mil árvores nativas em 4,8 hectares na propriedade do sitiante Guaraci Diniz, em Amparo (SP). Gastou em média R$ 25 mil. O resultado foi a neutralização de 40 toneladas de carbono/ano, levando-se em conta todas as atividades da gráfica, conforme os cálculos feitos pela Laboratório de Engenharia Ecológica da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Feagri-Unicamp). “As pequenas empresas pensam que não causam grande impacto ao ambiente, mas o cálculo comprovou que é totalmente ao contrário. Nós também temos a nossa parcela de responsabilidade”.
De acordo com Oliveira, é preciso acreditar na causa para investir. Afinal, pequenas empresas têm outras prioridades. Além das vantagens para o meio ambiente, o programa também funciona como um diferencial ou estratégica de marketing. “As pessoas estão voltadas ao assunto e isso atrai futuramente aos negócios”.
Já a Clark-Koch, empresas de engenharia química de São Paulo, além de ter sua atividade-fim com um propósito ambiental, produz filtros mecânicos que reduzem a emissão de partículas sólidas e líquidas emitidas na atmosfera. Segundo diretor de operações Alexandre Bastida, todo o processo produtivo também se pauta pela preservação ambiental. “Os resíduos gerados, derivados de aços, são destinados para usinas, assim são derretidos e usados novamente”, afirma.
Dessa forma, com o valor da venda dos resíduos, a empresa investe em melhorias para o próprio negócio. Outra prática da empresa é reciclagem de materiais, o que gera uma economia global de 3% a 5%. Para ele o resultado positivo acaba voltando em prol da empresa. “O processo reduz gastos e o impacto ambiental também é menor”, conclui.
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