Além de aquecer os investimentos estrangeiros no país, a recente descoberta da camada de petróleo do pré-sal na costa brasileira movimentou também o mercado de refeição coletiva, que encontrou um novo nicho para atender: os funcionários das plataformas petroleiras e navios na área do pré-sal. Para atender a essa demanda, as empresas possuem duas equipes idênticas, que se revezam a cada 14 dias. Os funcionários são transportados de helicóptero. Se o tempo fecha, a troca de turno é adiada e pagam-se horas-extras.
"O pré-sal muda a história do segmento", diz Renato Melo, gerente-executivo regional de "offshore" (jargão para o serviço em alto-mar) da Puras. "Há uma expectativa de crescimento muito grande". A empresa projeta um faturamento total de R$ 1,2 bilhão este ano, é uma das pioneiras na área entre as grandes do setor.
Atenta às peculiaridades desse mercado, a Nutrin planeja entrar no mercado via aquisição. Segundo o presidente da companhia, Aderbal Nogueira, foram investidos R$ 2,5 milhões na compra da fatia majoritária da Elasa. "Queremos entender mais da operação e, no futuro, temos intenção de comprar os outros 49%", afirma. O negócio vai adicionar R$ 13 milhões ao faturamento da Nutrin, que deve atingir R$ 200 milhões.
A área promete mais movimentações. A Gran Sapore pretende mais do que triplicar o faturamento obtido com esse segmento, de R$ 12 milhões com o atendimento a três embarcações, para R$ 40 milhões em 2011, e estuda aquisições de concorrentes menores. "As grandes operações no pré-sal devem começar no ano que vem", acrescenta Fabio de Medeiros, diretor comercial da companhia.
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