O atual cenário da globalização econômica e as facilidades da internet tem contribuído para uma nova forma de relacionamento entre empresas e funcionários, principalmente nas formas de remuneração. Entre essas mudanças está o aparecimento da remuneração variável, uma forma de incentivar o colaborador a ir além dos seus níveis de desempenho, substituindo formas custos fixos por variáveis, relacionando metas de melhoria e produtividade. Uma dessas modalidades é o chamado "stock option plan".
O plano trata-se de um sistema em que o trabalhador ganha o direito de adquirir ações ou valores mobiliários de emissão da empresa brasileira ou sua matriz no exterior e pode inclusive comprar as ações pelo preço do dia de concessão, ou vendê-las pelo valor atualizado. Os resultados têm sido tão positivos, para ambos os lados, que o benefício deixou de ser exclusividade dos altos executivos e está se espalhando rapidamente por todos os níveis hierárquicos.
Em quase todas as empresas que democratizaram o sistema no Brasil, o percentual de empregados com stock options já ultrapassa 50% e a tendência é de que chegue próximo a 100% em poucos anos. "A companhia que não adotar estratégias de retenção dos funcionários terá sérias dificuldades para manter seus talentos daqui em diante", prevê o consultor Álvaro Taiar, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers.
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