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Retenção de talentos, motivação e remuneração, são os temas que mais preocupam as empresas atualmente, revela pesquisa realizada pela ISK Consultoria. Esses fatores são os preponderantes para a permanência de colaboradores e o investimento deles na carreira. A remuneração e o reconhecimento do trabalho por meio de bônus em dinheiro já é parte da pauta das companhias. Mas o que o RH acha disso? É assim que funciona? A Revista profissional&negócios foi atrás dessas respostas.
Carla Machado, diretora de recursos humanos da ADP, não acredita que a melhor maneira de prender o colaborador em uma empresa seja pelo dinheiro. “Pesquisas já demonstraram que os motivos pelos quais as pessoas deixam as empresas são outros, e que a remuneração aparece em quarto ou quinto lugar do ranking. Fatores como motivação, relacionamento com o gestor (portanto, a liderança é fundamental), clima, identidade com a empresa, desenvolvimento pessoal e profissional, possibilidade de crescimento, são pontos de relevância.” E como a crise mundial afetou as empresas e os colaboradores, em relação à remuneração? “Acredito que as empresas de maneira geral já vinham tratando a questão de budget relacionado à remuneração de forma mais criteriosa, mesmo por uma questão de competitividade do mercado e sustentabilidade do negócio. Com a crise isto só se acentuou. Para algumas empresas que não trabalham com um budget específico para este tema, foram adotadas medidas de aproveitamento das movimentações internas para financiar o budget de promoções e méritos. Também alguma empresas que trabalhavam com budget para este tema e não dispõem mais deste valor, esta pode ter sido uma medida adotada, pois trata-se de uma tendência”.
Quando é citada a pesquisa realizada pela ISK Consultoria, que relata que há hoje nas empresas uma grande necessidade de reter talentos, além de desenvolver planos de remuneração por desempenho, Carla comenta: “Há uma tendência generalizada no mercado para reter talentos, mas este assunto é um pouco mais complexo do que pode parecer. Quanto a desenvolver planos de remuneração por desempenho, acredito que possam funcionar para qualquer empresa, e trata-se de uma das boas práticas de RH, desde que atrelados a um bom processo de avaliação de desempenho, que deve fazer parte de um processo maior ainda, ou seja, gestão por competências. Cada vez mais a busca por alternativas de se encontrar budget interno para a questão da remuneração, através de reestruturações nas áreas, busca constante por melhorias de processos, otimizações possíveis, automação etc”.
Leia a matéria completa na edição de fevereiro da Revista profissional&negócios.
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