Com o fim da crise econômica mundial o mercado está novamente aquecido e a procura por novos colaboradores e líderes que saibam lidar com o atual cenário econômico vem crescendo. A migração de líderes para outras corporações vem aumentando, assim como a prática da contraproposta para segurar esses executivos. É o que diz o levantamento realizado pela consultoria em recrutamento especializado, Robert Half, com 646 executivos de 303 empresas no começo do ano.
De acordo com a pesquisa, em 62% dos casos, manter um profissional que já conhece a rotina corporativa e o negócio como um todo sai mais em conta que recolocar um outro executivo no cargo. Por esse motivo, a contraproposta tem se tornado uma prática comum nas negociações com colaboradores.
Para o diretor de operações da Robert Half, Fernando Mantovani, isso é um erro, já que a empresa mantém um funcionário que se sente desmotivado e só permanece no cargo por conta de sua remuneração e produzindo menos do que o esperado.
O levantamento revelou que os executivos que aceitam esse tipo de proposta também acabam se arrependendo. 36% deles disseram que os problemas continuaram e 37% disseram que o empregador não cumpriu as promessas.
O índice de rejeição por parte das empresas é menor: apenas 22% dizem se arrepender. Os motivos relatados foram a suposta sensação de desprestígio criada com os outros funcionários, além do pedido de demissão do próprio executivo logo após a aceitação da proposta.