Uma questão inerente a qualquer tipo de empresa, seja de pequeno, médio ou grande porte, são as fofocas internas em seus corredores. Assuntos como demissões, advertências, chefes chatos, namoros, contratações, promoções correm pelos departamentos sem muito controle. Em entrevista ao RHCentral, Wilson Roberto Lourenço, sócio diretor e consultor da Compass, diante disso, explica o que o RH deve fazer para evitar a “rádio peão” no ambiente corporativo e quais são as atitudes dos gestores em relação à isso.
RHCentral: Qual a estratégia que o RH deve utilizar para evitar esta situação?
Lourenço: Primeiramente desenvolvendo sua liderança. Cabe ao líder incentivar e motivar sua equipe a manter relações de confiança e respeito através de um processo de comunicação aberto e transparente. Cabe a liderança também a criar um ambiente de troca de feedback em todas as vias bem como fortalecer sua equipe a administrar os conflitos normais de trabalho. E, se necessário, se envolver na gestão desses conflitos para evitar descontrole da situação.
Em seus programas de treinamento e desenvolvimento, cabe sim ao RH coordenar workshops sobre comportamento e postura pessoal na empresa. O conteúdo deve tratar de comunicação entre os pares, valores da empresa, relacionamento interpessoal e gestão de conflitos.
RHCentral: Como o executivo pode reverter isso?
Lourenço: Se a fofoca já faz parte do ambiente, cabe a liderança identificar a(s) fonte(s) e agir para acabar com esse canal de comunicação. Onde há fofoca e boatos certamente existe uma liderança fraca, um processo falho de comunicação e um RH não atuante.
Imaginar que nunca existirá ambiente com fofocas ou boatos é não conhecer o mundo corporativo. Ou não conhecer o ser humano. Por isso cabe ao líder se preparar para lidar com esse tipo de problema e criar uma cultura de transparência nas relações. Não menos importante é o líder – e o RH – tratar o tema comunicação com muito cuidado e seriedade. A comunicação é uma ferramenta forte na gestão de pessoas. Tudo o que é mal informado ou comunicado, certamente acabará sendo veiculado na chamada ‘rádio-peão’ (ou rádio FM para gestores) de forma distorcida.
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