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O terror psicológico nas organizações

29/1/2009


Lidar com uma pessoa difícil na organização pode até ser encarado com bom humor, mas via de regra, representa um sofrimento diário. Ainda mais quando se trata de alguém que, de forma autoritária, abusa do seu poder e atua com o objetivo de coagir e humilhar as pessoas a sua volta. Se o profissional em questão for o “chefe”, o problema tende a se agravar.

 
Hoje este não é um “problema menor” nas organizações, pois trata-se de uma das maiores causas de estresse entre os profissionais, ocasionando doenças como a depressão, síndrome do pânico e, em casos mais agudos, até ideias suicidas. Se as empresas ainda não acordaram para este problema, está na hora de começar a agir bem rápido, primeiro porque estas doenças prejudicam a produtividade e o clima organizacional. Depois porque há uma longa lista de casos na Justiça brasileira, em que as organizações tiveram de ressarcir o funcionário pelos danos sofridos, sobretudo os danos morais.

 
Todos estes abusos são conhecidos pelo nome de assédio moral que normalmente se caracteriza pela repetição de um ato que viola intencionalmente o direito do outro, desclassifica, humilha, constrange e cujo objetivo é mostrar que a vítima é uma pessoa malquista naquele ambiente.

 

Cerca de 90% dos casos ocorrem numa relação vertical de poder, ou seja, entre chefes e subordinados, mas também é possível ocorrer entre os pares, como também dos colegas para com o superior. As mulheres são geralmente as maiores vítimas e, segundo estudos, este não é um problema apenas do chão de fábrica; executivos também são humilhados e agredidos.

 

Os casos relatados são os mais terríveis possíveis e podem ser realmente comparados com a prática do terror psicológico. São casos de chefes que obrigam a pessoa a dançar de maneira vexatória, dão instruções confusas, rebaixam o subordinado de função e toda uma série de condutas que se caracterizam num processo de tortura que vai desestabilizando o funcionário.

 
Como conseqüência destas ações, todos perdem. O empregado, que é a maior vítima, perde sua auto-estima, a possibilidade de desenvolvimento, a saúde e até o emprego. A família do empregado também é uma vítima indireta, pois precisa conviver com uma pessoa doente e até agressiva, na medida em que o assediado reproduz a violência que sofre. E a empresa perde em lucratividade e produtividade, pois tem que substituir o empregado doente.



Veja mais em:


O que a vítima de assédio moral pode fazer?




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