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Lições do esporte no dia a dia corporativo

1/6/2012


Muitas características comuns aos esportistas são valorizadas pelas corporações: cumprir longas jornadas, sacrificar-se em nome da equipe e saber esperar resultados de longo prazo são alguns dos exemplos. Do ex-tenista Luiz Mattar, fundador da Tivit, a Abilio Diniz, um apaixonado por esportes que implantou a cultura do bem-estar no Pão de Açúcar, há muitos homens de negócio que valorizam o espírito de competição ao contratar.

"Não tinha experiência nenhuma quando fui contratado. Mas estava formado, falava quatro idiomas e tinha sido capitão do time de basquete", lembra Celso Doria, hoje executivo responsável pela área de TI do banco Morgan Stanley na América Latina, em entrevista ao jornal O estado de S. Paulo.

"Tive a sorte de não descuidar da minha formação por causa do esporte. Meu pai sempre exigiu que eu estudasse", afirmou. A consultoria portuguesa Adecco ajuda atletas que já passaram da idade de competição a encontrar um lugar ao sol no mundo corporativo.

Associando-se a entidades esportivas, como o Comitê Paraolímpico Brasileiro e o Comitê Olímpico Português, a empresa tem o objetivo de conscientizar os esportistas sobre a importância da manutenção da educação em paralelo à carreira nas quadras e piscinas. O trabalho com esses profissionais precisa começar por noções básicas sobre o trabalho em uma corporação.

A Adecco ensina pessoas que nunca foram a uma entrevista de emprego, a falarem sobre habilidades e, a partir daí, elaboram currículos. O nadador Cicero Torteli foi à Olimpíada de Seul, em 1988, representando o Brasil em três categorias. Aos 45 anos, ele está em sua segunda história como empreendedor.

Ele fundou a Paggo, posteriormente vendida à operadora de telefonia Oi, e hoje é o líder de uma equipe de 75 pessoas na Freeddom. A empresa está desenvolvendo um projeto de pagamento por celular na Nigéria, em associação com o UBA, o maior banco daquele país. "Acredito no sistema de meritocracia do Garantia, em que as pessoas com boa performance têm de virar sócias. E também defendo a lógica do revezamento. Se uma equipe foi mal, é preciso entender quais foram os pontos fracos e quem foi que prejudicou a equipe", finalizou.






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