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A recuperação da memória empresarial cresce no Brasil, e junto com ela, vêm novas oportunidades no mercado de trabalho. Os chamados centros de memória são criados para guardar documentos, objetos, fotos, imagens que contam a história da organização e auxiliam a comunicação institucional da companhia, além de ajudar na redescoberta de valores e experiências quanto à marca, criar empatia com a trajetória da organização e pode, inclusive refletir sobre as expectativas dos planos futuros.
Nesse sentido, profissionais das áreas de museologia, história, arquivologia e biblioteconomia encontram um novo nicho para infiltrar no mercado. No Brasil, os núcleos de recuperação da memória empresarial ainda é uma novidade, mas pelo menos quinze corporações como Bunge, Unilever e Bosch mantém investimentos com essa finalidade.
Dalva Marques, diretora da Asap, consultoria que recruta executivos de média gerência, acredita que os profissionais que trabalham em centros de memória empresariais ganharam maior visibilidade no mercado. "Mais organizações estão enxergando as iniciativas de valorização da história empresarial como parte de uma estratégia para mostrar valores culturais, sociais e históricos", analisa, em entrevista ao jornal Valor Econômico. "Os colaboradores se identificam e os acervos podem fazer parte de uma política de retenção de talentos. Ao mesmo tempo, é possível atrair pessoas alinhadas com essa cultura organizacional."
Para ingressar nessa área, o profissional precisa ser capaz de atuar na gestão de informações e de ações internas como orientação a pesquisas, organização de visitas, exposições, palestras e até iniciativas de integração de novos funcionários. Segundo Lygia Rodrigues, diretora da Grifo Projetos Históricos, que desenvolve projetos para a Unilever e para o Metrô de São Paulo, as empresas que desenvolvem centros de informação histórica são, geralmente, de grande porte, têm mais de 30 anos de atividade e estão em um estágio avançado na área de responsabilidade social corporativa.
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