
27 January 2012
Entre tantas atitudes que se espera de uma pessoa no convívio pessoal e profissional, uma das mais complexas de se praticar no dia-a-dia, é a Ética. Apesar de ser um tema tão difundido nas revistas especializadas e nas cadeiras das Instituições de Ensino em praticamente todos os cursos, ainda é muito comum nos depararmos com situações corriqueiras, que demonstram que a pessoa não tem a mínima noção das conseqüências de seu ato para o próximo ou mesmo para a empresa em que atua.
Muitos são os conceitos que podem ser encontrados para a palavra Ética, além de sua grande ligação com o que é Moral. Por isso, algumas vezes, poderá ocorrer alguma dificuldade em diferenciar uma da outra.
Por isso, vamos conhecer o significado de cada, para compreendermos a diferença que elas trazem. De acordo com Moore GE. Princípios Éticos. São Paulo: Abril Cultural, 1975:4: “Ética é uma palavra de origem grega, com duas origens possíveis. A primeira é a palavra grega éthos, com e curto, que pode ser traduzida por costume, a segunda também se escreve éthos, porém com e longo, que significa propriedade do caráter. A primeira é a que serviu de base para a tradução latina Moral, enquanto que a segunda é a que, de alguma forma, orienta a utilização atual que damos a palavra Ética. Em resumo, Ética é a investigação geral sobre aquilo que é bom, é a reflexão que fazemos sobre nossas atitudes. Já o conceito de Moral é o conjunto de comportamentos e normas que costumamos aceitar como válidos.
Vivemos em sociedade, portanto, devemos ter atitudes que façam com que cumpramos nossos deveres e tenhamos respeitados nossos direitos de cidadãos. Infelizmente, não é o que acontece com a maioria das pessoas, que mesmo sabendo que estão erradas, continuam a fazer tudo aquilo que não devem. Quantas vezes, ao caminhar pelas ruas da cidade, nos deparamos com cenas que chegam a ser inacreditáveis, por serem simplesmente inaceitáveis. Recordo-me de ter visto uma senhora, muito bem vestida, ao abrir o carro que havia deixado estacionado no comércio, retirar um papel de propaganda que haviam colocado no pára-brisas de seu carro, e num gesto simples, amassou e jogou na calçada. Entrou no carro e foi tranquilamente embora, deixando para trás o rastro de sua falta de educação e ética. Fatos como esses são os mais corriqueiros que acontecem todos os dias nas cidades. E como não falar das pessoas que ainda insistem em estacionar seu carro em vagas reservadas para deficientes físicos e idosos, com a maior tranqüilidade. Um pouquinho apenas de bom senso e isso não seria uma cena tão comum no dia-a-dia.
Quase todos os dias a falta de ética acontece não só nas vias públicas ou nos estacionamentos, mas também no ambiente empresarial. Tem sido veiculado na mídia televisiva um comercial mostrando essa necessidade de conscientização, na qual um carregamento está sendo conferido e um dos personagens percebe que há um erro na quantidade, e fala ao colega que ninguém saberá sobre essa falha. Alguns segundos se passam enquanto o outro personagem lembra de uma professora que fala sobre devolver os lápis para seu coleguinha, e então ele diz ao colega a seguinte frase: “mas eu sei!”
Esse comercial demonstra exatamente o que serve como base para todas as nossas ações: os valores familiares e de educação escolar, que são nossos primeiros ensinamentos; Eles poderão nos guiar por toda nossa vida! Pegar alguma coisa emprestada e não devolver, perceber que recebeu um troco errado e não falar com o caixa, levar produtos para casa sem pagar, furar filas no banco ou supermercados, são apenas alguns dos muitos gestos que demonstram que esses valores se perderam com o tempo na vida das pessoas que agem dessa maneira.
De acordo com a pedagoga Eliane Bezerra da Cruz,
Ainda segundo a autora, “o individualismo, muitas vezes prejudica o trabalho em grupo. É próprio da natureza humana progredir, seja individualmente ou no coletivo, sendo que para esta progressão não venha causar consequências voltadas para o bem comum, é preciso despertar a consciência de grupo evitando que o individualismo transforme a vida dos profissionais em reciprocidade de agressão. Algumas pessoas ou nações utilizam a ética e a conduta como instrumento de denominação para manter determinada posição na sociedade. O homem não deve construir seu bem a custa de destruir o bem de outros, nem admitir que só exista a sua vida em todo o universo.”
Quando pensamos no coletivo, estamos usando o que se chama de empatia, ou seja, nos colocamos no lugar do outro. Por isso, cada atitude deve ser pensada antes de feita, pois poderá ser difícil depois reverter alguma conseqüência que ocorrer. Um ato impensado tem o poder de acarretar prejuízos pessoais, emocionais, financeiros ou até mesmo um dano físico a alguém.
Podemos e devemos desenvolver nosso trabalho tomando algumas atitudes como o zelo pelo patrimônio da empresa e pelos clientes. Fazer da honestidade uma prática diária, preservarmos o sigilo nas coisas que ouvimos de colegas ou clientes. Faz parte também da ética empresarial a competência nas atividades de nossa profissão, não fazendo alguma coisa “mais ou menos”, mas sim buscando sempre a excelência em tudo que fizermos. Devemos ser prudentes com as pessoas, cuidando para não magoá-las nem prejudicá-las, tendo sempre em mente que estamos na empresa para servir e gerar satisfação para todos que dependem de nosso trabalho.
Somos seres humanos, passíveis de erros, mas tomar uma atitude sabendo que alguém sairá prejudicado é a maior fraqueza que o homem pode ter. A gentileza também tem a ver com a ética, demonstrando humanidade e altruísmo. Ajudando as pessoas, nos tornamos seres humanos melhores!
Atualmente cada pessoa está vivendo sem tempo para nada, com tantas atividades para serem feitas, de uma forma individualista e egoísta. Algumas pequenas coisas estão sendo deixadas de lado e palavras como “Muito Obrigada!”; “Com licença!”; “Me desculpe!”. estão cada vez mais difíceis de serem ouvidas.
Portanto, devemos agir de forma ética sempre para que ao olharmos para nosso espelho quando terminar o dia, possamos nos orgulhar da pessoa que enxergarmos do outro lado, além de podermos deitar nossa cabeça no travesseiro e dormirmos com a consciência tranqüila de que fizemos o melhor. Que nosso sono não seja um peso em nossa vida, mas sim, uma forma de revigorarmos nossa energia em paz com nossa família, empregadores, colegas, amigos e, principalmente, com Deus.
Fazer da ética uma missão em nossa vida é termos a certeza que estamos nesse mundo para fazermos a grande diferença como seres humanos!
18 January 2012
Estamos no meio de uma polêmica gerada pelo BIG BROTHER BRASIL 12, onde o fato de um casal ter ingerido bebidas alcoólicas durante uma festa, e após a mesma, terem trocado caricias embaixo do famoso “ededron”, desencadeou um escândalo envolvendo a hipótese de estupro, culminando com a expulsão de um dos participantes do programa.
Discussões e escândalos à parte, é bastante notório como as empresas investem milhões de reais em Merchandising, aproveitando essa oportunidade para aparecerem a todo o momento nos programas, filmes e novelas, expondo sua marca em espaços cada vez maiores, sugerindo cada vez mais o consumo da mesma.
Não é muito difícil ver em uma cena de novela, o galã, abrindo seu lap-top e fazendo transações bancárias magníficas
Muitas pessoas ouvem falar sobre Merchandising, mas talvez desconheçam seu significado e importância. O mesmo acontece com a palavra Marketing, por acharem que significa Propaganda. Para compreender melhor vou explicar cada um dos termos acima, bem como explicar a importância da utilização de forma eficaz na venda de produtos e serviços.
Marketing, de acordo com Phillip Kotler é “o processo de planejamento e execução desde a concepção , preço, promoção e distribuição de idéias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam os objetivos de pessoas e de organizações.“. Para isso utiliza-se de diversas ferramentas necessárias para que a empresa alcance seu objetivo, vendendo seus produtos e serviços, conquistando e mantendo os clientes. Essas ferramentas são compostas por planejamentos, pesquisas, análise de ambientes internos e externos, análise da concorrência, estudo do comportamento de compra do consumidor, marketing de relacionamento, merchandising, e muitas outras que ocupariam poderiam ser citadas.
Robert Hass há alguns anos atrás, conceituou Marketing como sendo “um processo de descoberta e interpretação das necessidades e desejos do consumidor para as especificações de produto e serviço, criar a demanda para esses produtos e serviços e continuar a expandir essa demanda.”.
Portanto, não se pode enxergar e entender o Marketing como uma ação isolada, pois para se criar uma propaganda, por exemplo, é necessário que se faça diversas outras ações para que a mesma atinja os seus objetivos.
O Merchandising faz parte dessas ações que são criadas, e pode-se entender o significado dessa palavra como sendo: “ferramenta de Marketing, formada pelo conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos produtos no ponto-de-venda, de maneira tal que acelere sua rotatividade. “ (http://pt.wikipedia.org/wiki/Merchandising).
acordo com o SEBRAE-SP, Merchandising é “o conjunto de processos ou atividades destinados a valorizar os produtos e serviços aos olhos do cliente. É uma forma para aumentar a possibilidade da tomada de decisão para efetivação da compra.”
DeSegundo o Consultor do SEBRAE-SP, José Carlos, o Merchandising representa todo o cenário que a loja passa para cultivar o cliente a entrar, desejar e comprar os produtos. Para isso, utiliza diversas técnicas que envolvem o lay-out, para facilitar a movimentação das pessoas, a iluminação, as cores, a vitrine, o arranjo e a exposição dos produtos.
Portanto, Merchandising é encantar o cliente em segundos que podem valer ouro para a empresa. Essas técnicas vão além do ponto-de-venda, quando começam a fazer parte dos canais de comunicação, principalmente através da mídia televisiva, como o que é utilizado no Reality Show que agora é o mais comentado no Brasil e no mundo.
Dezenas de marcas estão presentes em todas as cenas do programa, seja através das tarefas para os participantes, ou mesmo através da premiação oferecendo diversos produtos. Esse ano, a edição que está sendo exibida conta com muitas marcas poderosas e conhecidas, faturando milhões de reais nas aparições ao longo do programa.Segundo o diretor de marketing de relacionamento e publicidade da Fiat, João Ciaco, a aparição no Reality Show no ano passado, surtiu um efeito positivo nas redes de concessionárias, movimentando de forma satisfatória a venda dos seus veículos apresentados no programa. Na edição que está sendo veiculada a partir desse mês o lançamento da Fiat, o Post Express, já está com uma busca impressionante pelos consumidores, dispostos a adquirir o carro que foi exibido na primeira noite do Reality.
A empresa que deseja utilizar essa ação de Marketing deve ter muito cuidado e fazer um estudo profundo de todas as conseqüências positivas e negativas que poderão ocorrer, pois a novela, o filme ou o programa de televisão poder seu um sucesso ou um fracasso, podendo nesse último caso, colocar em risco a credibilidade da marca, e o prejuízo de tanto investimento feito em patrocínios podem ser um problema para a empresa.
Um exemplo bem recente desse perigo foi veiculado no próprio site da Rede Globo, sobre um problema com um patrocinador em uma edição anterior do Reality Show Big Brother Brasil. A notícia relata que a emissora terá que fazer um merchandising de graça para a Ambev, tendo em vista que a "Prova do Anjo" ocorrida no em um sábado (6 de janeiro), e que contou com o jogador Ronaldo como "mediador", foi criticada pela companhia de bebidas. De acordo com a empresa, apesar de ter aprovado previamente a utilização da marca de seu refrigerante Guaraná Antarctica Zero para o programa, o resultado levado ao ar foi expressamente reprovado pela Ambev. Tudo isso porque os participantes tiveram que jogar um dado e depois deveriam beber a quantidade que o dado indicasse em copos do refrigerante. A primeira a reclamar foi Anamara, que ficou torcendo para que ela tivesse que tomar o menor número de copos possível e até desistiu da prova por não aguentar beber mais. Outro que demonstrou insatisfação foi Dourado, que reclamou e ficou evitando tomar seus quatro copos. Assim, a Ambev entendeu que, ao invés de fazer uma boa propaganda da bebida, o que a prova mostrou foi que tomar o refrigerante era um martírio.Depois do protesto de uma das maiores empresas de bebidas do mundo, a Globo não teve dúvidas em fazer uma nova ação no programa para sua anunciante. Mas já está certo que o tal “merchan” não será uma prova.(http://entretenimento.br.msn.com/bbb/noticias-artigo.aspx?cp-documentid=23625241).
fator negativo é o atual escândalo por causa do suposto caso de estupro. De acordo com o Portal R7.com, a fuga de patrocinadores seria problema para o programa, que perde força todos os anos. O suposto caso de estupro que envolveu os participantes Daniel e Monique na madrugada de sábado para domingo (15) no Big Brother Brasil 12 deve minar o investimento do mercado publicitário nas próximas edições do Reality Show.
OutroO professor de branding (marcas) da ESPM Julio Moreira explica que os patrocinadores sabem os riscos que correm pelo programa ser ao vivo, mas adverte que, se a polícia investigar o caso a fundo, os anunciantes pensarão duas vezes antes de investir no Reality Show nas próximas edições. Segundo ele “Se ficar algo mais sério, no ano que vem, talvez os novos patrocinadores pensem duas vezes antes de entrar.”
Antes de determinar a saída de patrocinadores do programa, porém, a empresa costuma fazer uma série de pesquisas para saber se compensa renovar o contrato, explica o professor de marketing da PUC-SP Ricardo Zanotta. Ele explica que “é precipitado fazer uma projeção já para o próximo porque o que vai determinar o interesse do patrocinador é a audiência do programa, que é um dado quantitativo. Depois, o patrocinador tem que fazer uma pesquisa de recall de marca e outra qualitativa sobre como a marca foi impactada pela participação. Se os resultados dessas duas informações forem positivos, a tendência é que os patrocinadores continuem no programa.”.
A possível fuga dos patrocinadores se tornaria um problema para o programa, porque, segundo Julio Moreira, “ao longo dos anos, o BBB está perdendo força, com diminuição da audiência, embora ainda seja rentável por causa do patrocínio”. Ele ainda afirma que “é difícil confirmar que as marcas envolvidas no programa estejam arranhadas, já que “hoje o consumidor está muito consciente” e sabe distinguir uma ação de merchandising de uma empresa dentro do programa e o suposto caso de estupro. O público separa e coloca algo que eventualmente que tenha ocorrido na pessoa [Daniel] e não nas marcas que estão lá.”
Zanotta, da PUC-SP, concorda ser difícil determinar o prejuízo concreto para as empresas que patrocinam o Reality Show. Segundo ele “uma coisa é o comportamento das pessoas lá e o relacionamento entre elas. Elas podem ser mal-educadas e falarem palavrão, mas tem uma regra no programa. No momento em que estes participantes estão em uma competição, que tem uma relação com a marca, pode impactar na marca, sim, mas não é o caso que aconteceu agora. É mesmo o risco de se patrocinar artistas de uma forma geral.”
A edição deste ano do BBB tem cinco patrocinadores - AmBev (Guaraná Antarctica), Fiat, Niely, Schincariol (Devassa) e Unilever (Omo) -, que desembolsaram R$ 20,6 milhões cada uma para estampar suas marcas no programa, totalizando R$ 103 milhões.
O Merchandising é uma poderosa ação de marketing, e deve ser tratado com seriedade, pois ele contribui para reforçar uma das 22 Consagradas Leis do Marketing, de autoria de Al Ries e Jack Trout: “A Lei da Mente: É melhor ser o primeiro na mente, do que o primeiro no mercado!” A marca, quando agrada aos clientes, serão sempre lembradas pelo mesmo, e isso poderá garantir a fidelidade por muitos anos!
Portanto, pesquisar muito o mercado antes de definir estratégias de merchandising pode ser um fator muito importante para o sucesso das vendas e a retenção de consumidores, pois não se deve brincar quando se trata de imprimir o nome em um patrocínio que possa acabar com a reputação e o investimento milionário que uma empresa faz para vender seus produtos e serviços e conquistar cada vez mais consumidores.
10 January 2012
2 January 2012
Acho incrível quando chega a época das festas de Natal e Ano Novo, como as pessoas começam a mudar seu comportamento e seus pensamentos. Fiz uma grande observação a partir da segunda quinzena de dezembro em algumas pessoas, além de acompanhar muitas postagens nas redes sociais. A data mexe mesmo com o emocional, fazendo com que a sensibilidade floresça ao começarem a serem expostos os símbolos do Natal em vitrines do comércio, além das propagandas carregadas de apelos emocionais, e das músicas, algumas tão antigas, que diversas gerações tiveram a oportunidade de ouvir e embalar as festas natalinas com elas.
Através de algumas pesquisas, busquei o significado da celebração do Natal, bem como seus símbolos. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.
As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal. Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História. Os símbolos mais importantes dessa época são o Presépio, a Árvore de Natal, o Papai Noel e as Músicas Natalinas.
O Presépio representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.
As Músicas de Natal também fazem parte desta linda festa. Carregadas de letras que falam de paz, amor, fraternidade, família, religião, presentes, entre outras palavras, elas têm o poder de fazer surgir nas pessoas uma sensibilidade à flor da pele.
Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam Árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período. Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta. Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.
O Papai Noel: origem e tradição: Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
A roupa do Papai Noel: Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano. Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo. (http://www.suapesquisa.com/historiadonatal.htm).
Muitos símbolos, muita magia, o apelo das propagandas e do comércio fazem com que algumas reações surjam de forma rápida, e quanto mais se aproximam as datas, mais os sentimentos afloram. Mensagens são postadas nas redes sociais, as pessoas telefonam, mandam cartões, e-mails com mensagens e muito amor surge de repente. Porém, apesar de toda a expectativa das reuniões com famílias e amigos nas confraternizações próprias dessas datas, uma “depressão” momentânea pode atingir algumas pessoas.
De acordo com alguns psicólogos, mesmo sendo uma época de alegria, a chegada do Natal e do Ano Novo, pode trazer alguns sintomas de tristeza, desamparo, desânimo, e mesmo estando cercadas de familiares, algumas pessoas podem ficar extremamente tristes, principalmente se estiverem passando por algum momento difícil, como a perda de alguém próximo, crise financeira ou profissional, solidão, etc. Também contribui para isso o fato de que muitas pessoas fazem uma espécie de “Balanço Pessoal”, revendo atitudes, estabelecendo outras, idealizando algumas metas e novos sonhos surgem. Nesse momento, não tem jeito de não se entristecer, pois há um encontro consigo mesmo, trazendo algumas reflexões que podem doer e deixar a pessoa extremamente triste. Podem ocorrer, de acordo com psicólogos, até mesmo casos de suicídio nessa época do ano. A boa notícia é que essa “depressão natalina”, nem sempre se instala para sempre, podendo ser amenizada ou mesmo terminar definitivamente ao passar a épocas das festas, além do término das férias com a volta à rotina para a maioria das pessoas.
É um tempo de projetos, sonhos, e muitas promessas são feitas, como por exemplo: “vou começar meu regime”, “vou aprender uma nova língua”, “vou ser bem melhor”, “vou fazer a viagem dos meus sonhos”, entre outras! Mas será que serão mesmo cumpridas? Com o fator emocional aflorado, elas são feitas, porém, mesmo com o passar dos meses, não são transformadas em metas, pois terminada a magia das datas comemorativas, as mesmas são “engavetadas”.
Portanto, algumas ações podem ser tomadas para evitar a frustração ao longo de um ano novo, onde ameaças poderão atrapalhar nossos sonhos, como por exemplo: não formule promessas de mudanças radicais, nem projetos “extraordinários e inalcançáveis” para o início do ano. Cuide de sua saúde e pratique exercícios físicos, além de cuidar da mente também, preparando-se para um bom trabalho que o levará a atingir as metas propostas. Além disso, uma dica muito importante: Não crie expectativas, nem faça promessas que você não terá condições de realizar imediatamente. Viva um dia de cada vez, organize seu tempo, estabeleça prioridades, faça realmente um Projeto Pessoal e Profissional, escrevendo e não apenas deixando o mesmo no seu pensamento. Lembre-se: Metas sem prazos definidos continuarão a ser apenas sonhos, faça planos reais, não lamente o passado e prepare-se para um futuro feliz! Um bom Ano Novo cheio de realizações a todos!
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