Reestruturando o mercado corporativo: o perfil das novas empresas

Uma transformação drástica atingiu o mundo corporativo se desvinculando do processo de gestão base e se adaptando a metodologias claras e efetivas. Com isso, cada vez mais as empresas estão alocadas em projetos de gerenciamento e esta mudança ocorre após verificarem que devem trabalhar muito bem focadas no cliente e no profissional para evitar desperdícios de verba e tempo.

O mundo empresarial vinha sendo tratado de uma forma muito fragmentada e setorial e, desse modo, os profissionais encontram dificuldades em obter referências para análises. Quando a empresa é analisada a partir da visão dos processos, fica claro que as corporações são compostas de diversos procedimentos comuns que independem do seu segmento de atuação, e que após introduzirem uma metodologia sistêmica para o gerenciamento, possibilitam que todos tenham a mesma visão da realidade.

Já a análise da organização dos profissionais, um dos fatores preponderantes é o nível hierárquico das funções, as quais antigamente eram devidamente denominadas, por exemplo, como corporações que tinham profissionais (denominados empregados) responsáveis por tarefas. Posteriormente, houve uma evolução para empresas LTDA com profissionais (funcionários) responsáveis por funções. Num próximo estágio vieram as empresas S.A com profissionais (colaboradores) responsáveis por funções e compartilhamento de conhecimento.

Isso mostra que estamos num estágio de modelo totalmente novo, onde uma corporação pode ser formada por colaboradores que disseminam conhecimento e geram benefícios à empresa. É o caso das redes sociais, que se destacaram pela franca evolução e expansão exercendo um papel fundamental na comunicação mundial, proporcionando autonomia e dinamismo nunca antes visto no cenário de negócios.

Através da colaboração de 100% dos profissionais, os mesmos podem usufruir dos benefícios gerados pela rede social gerida. Temos que ter em mente que a empresa é um organismo vivo sempre em mutação, e toda estratégia segue nessa linha de conhecimento em que o importante é poder relacionar e instruir, agregando valores aos envolvidos.

O novo profissional tem que ter uma visão integrada, pois muitas vezes o resultado só aparece quando o trabalho é focado na cadeia de valor. Trata-se de uma exigência alta, já que a grande maioria está imersa em um contexto departamental que, muitas vezes, impede uma visão integrada e abrangente da cadeia de valor estendida.

Com este novo modelo, é possível trocar experiências e ter uma visão integrada do plano estratégico de uma empresa, se aprofundar em determinados setores garantindo assim conhecimento necessário para a implementação de processos operacionais que possam ser cumpridos com eficácia, dentro dos prazos estabelecidos e com custos dentro do planejado.

As redes sociais atuam em benefício do mercado e os colaboradores, cada vez mais, utilizam conceitos de outros segmentos, pois apesar de atuarem em ramos diferentes, os processos operacionais são semelhantes. Os novos profissionais estão interessados em compartilhar experiências, discutir, fomentar conhecimento e buscar novas oportunidades de trabalho.

Clovis Bergamo Filho, GB, e diretor executivo do portal de conhecimento e network na área de gestão, Six Sigma Brasil. www.leansixsigma.com.br 

Programa para formação de lideranças operacionais é desenvolvido por concessionária de rodovia

Profissionais selecionados da área de tráfego, pedágio, balança  e controle operacional da Ecovias receberão treinamentos específicos para desenvolvimento de habilidades de liderança.

Com mais de 570 funcionários, 86% deles na área operacional, a Ecovias – concessionária responsável pela administração do Sistema Anchieta-Imigrantes – está empenhada no desenvolvimento de profissionais que possam exercer funções de liderança no futuro. A partir do final desse mês, 38 funcionários das áreas de tráfego, arrecadação, balança e controle operacional da empresa participarão de ações de treinamento e desenvolvimento, acompanharão a rotina de seu líder direto e passarão por avaliações constantes de seu desempenho. Entre os principais objetivos está a formação de um banco de talentos e a maior transparência nos processos de promoção nessas áreas da empresa.

O programa batizado como “Controladores do Futuro” foi desenvolvido no início deste ano num trabalho conjunto da área de Recursos Humanos e Gerência de Atendimento ao Usuário e busca também melhorar o clima organizacional nos quesitos credibilidade, respeito e imparcialidade. “Na última pesquisa de clima que realizamos, esses pontos receberam avaliação abaixo do esperado; com o programa, esperamos mudar esse resultado, pois a pessoas verão que não há favorecimento e que os critérios adotados para promoção agora são muito claros”, diz Gisele Müller Ferreira, coordenadora de Recursos Humanos da Ecovias.

Para selecionar os 38 funcionários que participarão do programa, foram considerados primeiramente alguns critérios eliminatórios, como tempo de casa, que deveria ser, no mínimo um ano, assiduidade, absenteísmo, advertências e suspensões. Dessa primeira seleção, foram separadas 112 pessoas que estão passando pela segunda fase de seleção, que consiste em mapeamento de perfil, dinâmicas de grupo, provas situacionais e avaliação dos dados contidos no Programa de Avaliação de Desempenho da empresa. Os nomes dos 38 finalistas serão conhecidos no dia 24 de maio e todos poderão saber por que foram ou não escolhidos.

O que um bom ambiente de trabalho pode gerar às empresas

A preocupação das empresas em valorizar e satisfazer seus funcionários é cada vez maior. Muitas já perceberam que um bom ambiente de trabalho impacta de forma positiva sobre as pessoas.

E o que torna uma empresa ser um excelente lugar para trabalhar? É o que o professor da Business School São Paulo (BSP) José Tolovi Jr., atual presidente do Great Place to Work, discute em evento que a BSP promove nesta quarta (5) em Campinas. 

O professor vai abordar, entre outros pontos, quais são os impactos positivos alcançados a partir de um bom ambiente de trabalho, além de dar exemplos de como inúmeras empresas se tornaram referência por meio de suas ações. 

Pesquisas realizadas nos últimos 25 anos dão uma visão clara do que é um excelente lugar para trabalhar não só do ponto de vista dos colaboradores, como também do ponto de vista das empresas.

Prof. José Tolovi Jr. é Doutor e Mestre em Sistemas de Informação e Decisão pelo Institute d’Administration des Entreprises da Universidade de Grenoble – França, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela EAESP-FGV e Engenheiro Metalurgista pela Escola Politécnica da USP. Realizou também diversos cursos de especialização no MIT – EUA, EIASM - Bélgica e AOTS – Japão. Preside atualmente o Great Place to Work e é professor da Business School São Paulo (BSP).

Serviço

Palestra: "O que faz uma empresa ser um excelente lugar para trabalhar?

Quando: 5 de maio, às 8h30

Onde: The Royal Palm Plaza – Sala Infante B+C

Endereço: Av. Royal Palm Plaza, 277 – Jd. Nova Califórnia – Campinas 

Inscrições: Gratuitas pelo e-mail fernanda.ciarcia@bsp.edu.br ou pelos telefones (11) 5095-5667 / 5650