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Autoridade ou liderança?

Heloisa Capelas


De acordo com o dicionário Aurélio, “Autoridade” é o direito ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens ou o poder de mandar. Por sua vez, esse mesmo dicionário define “Liderança” como a forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos. Muito temos confundido esses dois termos.

 

Durante muito tempo, estivemos à mercê das autoridades. Nas guerras, por exemplo, povos eram escravizados quando se tornavam perdedores. Usava-se a autoridade no sentido de mando, tratando ao próximo como propriedade.

 

Apesar de todo progresso e evoluções, ainda trazemos na memória que a “autoridade” nos dá o direito de sermos obedecidos sob qualquer circunstância. Assim, ainda consideramos justo exigir a sujeição de um homem ao outro, o que é notório em nossa sociedade de pais tiranos, filhos rebeldes, chefes déspotas e cônjuges desrespeitosos e abusadores. Isso significa que a visão de que o outro é nossa propriedade não está perdida no tempo, nem foi abolida por leis.

 

Quando atrelamos ao poder a dignidade, o direito e o reconhecimento, podemos experimentar uma nova forma de comando diferente da autoritária. O verdadeiro líder é aquele que não só reconhece sua responsabilidade enquanto tal, como também sua fragilidade. Por vezes, estamos na condição daquele que manda, ajuda e oferece, em outras, daquele que recebe e necessita.

 

É preciso compreender que a responsabilidade do líder não recai única e exclusivamente sobre sua necessidade, mas também sobre a de seu comandado. Não podemos nos eximir de nossas responsabilidades porque os outros não o fazem. Não é necessário esperar pela lei e a justiça. Nosso primeiro juiz é a nossa própria consciência. No entanto, mantê-la é uma tarefa diária que exige prática. A consciência vem através do autoconhecimento e conhecermo-nos é o primeiro passo para abrirmos mão de velhos paradigmas.

 

Na realidade, nossa condição humana nos torna propriedade de nós mesmos, de modo que precisamos nos apropriar de quem somos e despertar o líder interno que existe em cada um de nós.

 

Despertar a consciência é despertar o melhor em nós. E, nossa melhor parte, sabe o caminho, reconhece seu valor e o do outro, sabe o que fazer, a quem seguir, por quanto tempo, para onde e com que objetivo. O líder só cumpre verdadeiramente sua função quando a exerce por direito e com o reconhecimento de seus liderados. A cadeira ou a função não transforma ninguém líder, muito pelo contrário, contribui apenas para a perpetuidade do sistema. O líder faz a si próprio com consciência, liberdade, autonomia e inteligência. Somente ao livrar-se das verdades do passado, um sujeito estará pronto para, com consciência, construir o seu próprio jeito de liderar, fazendo diferente e a diferença.




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