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As ferramentas de qualidade na busca de soluções de problemas

Darlene Castro


O desenvolvimento de organizações que buscam qualidade total depende basicamente da habilidade de identificar situações problema, analisar dados reais e estabelecer soluções. Solucionar problemas, a princípio, parece ser uma tarefa difícil e que faz com que muitos líderes deixem a desejar.

 

O que acontece é que esses líderes desconhecem ou não utilizam métodos de resoluções como, ferramentas de qualidade, e nem buscam soluções criativas. A falta de conscientização da utilização de métodos nesse sentido pode prejudicar todo um processo. A prova disso é que, diante dos mais diversos tipos de problemas, as pessoas tendem, naturalmente, a seguir o caminho mais rápido a procura da solução. No entanto, as consequências também são as mais variadas como, o custo, a ausência de viabilidade e muitas vezes acabam tornando-se pouco ou nada eficientes.

 

Não se pode descartar ainda a idéia de que problemas mal resolvidos possam trazer a possibilidade de gerar novos. Muitos líderes dizem que sempre existem problemas a ser resolvidos e à medida que resolvem uns, outros deles aparecem. Constantemente passam a imagem de que assumem a posição de “bombeiros” apagando incêndios e sempre em alerta para os próximos que possam vir a aparecer. Abordagens desse tipo ameaçam o sistema de gestão na mesma proporção que desfragmentam o trabalho em equipe colocando em risco todo o processo de gestão.

 

Faz-se necessário desenvolver essa habilidade para obter o desenvolvimento e objetivos esperados utilizando ferramentas de qualidade e criando soluções inovadoras, insólitas, particulares de cada um ou da equipe.

 

Líderes abertos a mudanças, ao aprendizado, se beneficiam e se desenvolvem com mais eficácia nesse processo. O que é necessário é uma leitura maior do ambiente, uma percepção do todo. Perguntaram a Einstein o que ele faria se tivesse uma hora para salvar o mundo. Ele respondeu: “Eu gastaria 55 minutos para definir o problema e 5 minutos para resolvê-lo.”. Certamente Einstein, nesta citação, se refere à definição do problema, o saber o que realmente pode ser considerado um.

 

Definir significa conscientizar-se de que a barreira existe, de como ela passou a existir e de que tem que ser levada a sério e resolvida a qualquer custo. Essa etapa é uma das mais importantes para uma boa solução.

 

Cometer falhas nessa fase do processo pode ocasionar perdas de tempo e de investimentos. Sabe-se que, normalmente, perceber corretamente e definir a situação é mais difícil que propriamente a solução dela.

 

Falconi (1996, p.196) define problema com sendo um resultado indesejável, uma meta não atingida. É fato que existem problemas em todas as áreas de atuação: problemas econômicos, familiares, operacionais, gerenciais, de saúde e nem os existenciais ficam de fora. Claro que cada um com a sua particularidade e necessidade de resolução. Porém, apesar das suas distinções, existe semelhante característica entre eles: A necessidade de resolução.

 

Cerqueira (1997, pág. 16) conclui que o método científico baseado na filosofia de René Descartes explora uma estruturação do raciocínio humano na busca pela resolução de seus problemas. É considerado, portanto, um método cartesiano, universal. Concorda que, para ponderar, resolver ou mesmo diminuir os resultados indesejáveis de um problema, a aplicação do MASP - Método de Análise e Solução de Problemas é realmente indicada e apropriada.

 

O primeiro era não receber jamais como verdadeira qualquer coisa sem antes a conhecer evidentemente como tal; isto é, evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e não incluir nos meus julgamentos nada que se não apresentasse tão clara e distintamente ao meu espírito que não tivesse nenhuma ocasião de o por em dúvida.

 

O segundo, dividir cada uma das dificuldades que tivesse que examinar no maior número possível de parcelas que se tornassem necessárias para melhor as resolver.

 

O terceiro, em boa ordem os meus pensamentos, começando pelos objetivos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, como por degraus, até ao conhecimento dos mais complexos, e admitindo mesmo certa ordem entre aqueles que não precedem naturalmente uns aos outros.

 

E no último, fazer a propósito de tudo recenseamentos tão completos e revisões tão gerais que me sentisse certificado de nada omitir. (DESCARTES 1973- pág. 45)




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