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E eu continuei cliente!
Luis Almeida Marins Filho


Levei meu velho terno para o tintureiro. Três dias depois ficava pronto.

Volto ao tintureiro para buscar meu terno e o tintureiro depois de procurá-lo voltou e disse:

- “Desculpe-me Sr. Marins. Nosso funcionário entregou seu terno por engano a uma outra pessoa. Peço desculpas. O senhor tem duas opções: ou o senhor me dá o valor do terno agora e eu lhe faço imediatamente um cheque ou o senhor espera uma semana pois quem levou seu terno, por certo o trará de volta ao perceber o engano. Assim que o terno chegar eu o levarei pessoalmente ao senhor.”

Como eu podia esperar uma semana, esperei.

Um dia antes de completar a semana, recebo um telefonema do meu tintureiro dizendo:

- “Sr. Marins, seu terno não apareceu. Quero que o senhor me dê o valor do terno que eu faço questão de lhe levar um cheque pessoalmente amanhã.”

Dei um valor sentimental para aquele velho terno e no dia seguinte pela manhã, estava em meu escritório o tintureiro com o cheque e mais dois convites para que eu e minha mulher jantássemos num restaurante fino da região.

Quando vi os dois convite disse ao tintureiro: - “Por que os convites
para o jantar? O senhor já está me pagando o terno!”

Ao que ele me respondeu:

- “O cheque é para pagar o valor do terno que o senhor perdeu. Os convites para jantar são para que o senhor e sua esposa nos perdoem e continuem sendo nossos clientes...”

Não preciso dizer que continuamos clientes do mesmo tintureiro!

Cada vez que me lembro desse caso, fico impressionado com a atenção aos detalhes que o tintureiro teve. Não ficou dando desculpas pela perda do terno. Ligou-me um dia antes e não um dia depois como a maioria faz. Pagou o valor do terno sem discutir se o valor dado era caro ou barato.

Simplesmente assumiu o prejuízo e fez o cheque. E os convites para o jantar? Sem comentários!

Eu pergunto: Você e sua empresa fariam o mesmo?
Pense nisso. Boa Semana. Sucesso!





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